terça-feira, 2 de abril de 2013

Tô com pressa

Calma?
Me peça o que for, mas não a calma.
E como eu não tenho tempo, não reajusto e também não volto.
Conto com o agora, preciso já . É uma certa questão de sobrevivência.
Seja breve e instantâneo, seja o presente. Acerte. 
Sei que o tempo não pára,  e inconscientemente insisto no vício de ser assim.
Meu caro, eu não tenho mais esse "todo tempo do mundo".  
Ledo engano essa forma de pensar que a vida é construída no amanhã, que o Basil é o país do futuro, e que amor é feito com o tempo.
Seja o explosivo, avassalador , bombástico.  Combustível, comburente e calor.
Reaja. Alguma coisa há de acontecer. Se no meio disso tudo você  sair ileso, ótimo! Se não... Corra! 
Corra o mais depressa que puder pois  daqui a pouco pode já ser tarde  demais e aí..
Amanhã já não sei.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Mudei de problema! Ó.

O que que uns dias OFF não faz com a gente né?! De repente...

-Mudei de problema!!!!!!!! haha hehe hihi hoho huhuuuuu

Agora esse problemão tem 1,90m, barba, 30 e poucos anos, moreno , bronzeado, gente fina, gostoso, inteligente, gosta de viajar e solteiro e... Bom, o resto agt vai ter que descobrir!!!

Alô alô graças a Deus!

quarta-feira, 27 de março de 2013

Foguinho



Liqüidificador de gente
 liquidifica a dor da gente
Solidifica o amor semente
Bagunça, remexe, bate e revolve
Sem  eixo, sem fim, enfim mistura tudo
Grita mudo em mim e me explode ao mundo

Rudimentar método de paixonite aguda
Afunda, mergulha, emerge e muda
Lânguida e transparente me dou por vencida
Não cabe em mim e  me avassala em vida
Seremos Nós um dia ainda

( E eu , que nem 17 anos tenho mais,  preciso de levantar daqui a três horas.)
A culpa é toda nossa.
Acho que te amo.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Um mês ou trinta dias

Um mês é muita coisa, porra...
Em um mês ele vai dar a volta ao mundo, visitar os mais incríveis e ermos e paradisíacos lugares.
Pode ser que ache alguém, que ame alguém, que se apaixone e eu não vou poder fazer nada.
Ele vai ver coisas que eu nunca ví, fazer coisas que eu nunca fiz e eu... Não vou poder fazer nada.
Vai depender dele.

Mas, e quanto a mim?
O que eu vou fazer nesse mês?
 O que será então que eu posso fazer?

Em um mês eu posso ficar linda, absoluta!
Posso emagrecer quatro quilos! Posso ter o quarto mais bonito de todos! Posso passar naquela prova!
Pode ser  que ache alguém, que ame alguém, que me apaixone e ele não vai poder fazer nada.
Eu vou ver coisas que ele nunca viu, fazer coisas que ele nunca fez e ele... Não vai poder fazer nada.
Vai depender  de mim.

 Um mês é muito pouco, porra...

A noite serviu

A noite serviu para eu ver que meu corção  não bate por ele.
Que apesar dele me dar carinho, eu não sinto frio na barriga quando ele chega.
Que apesar de ele ser um cara legal,eu não suspiro quando penso nele.
Que apesar dele me respeitar, são outros olhos que me chamam a atenção.

A noite serviu para eu ver que apesar dele ser o cara ideal, não é para mim.
E que infelizmente( coração bandido) eu prefiro a ilusão de um amor platônico
À realidade acomodada de um porto seguro.

Não o amo e sei que continuar com essa história seria burrice.
Afinal, ja tentei outrora e ví que não vale a pena insistir numa relação em que não há paixão.
Não existe presente que se compre, piada que me divirta, sexo que finde em gozo se ,afinal,
 Não há amor.


domingo, 10 de fevereiro de 2013

Ode ao Carnaval



Eu nasço a cada confete enrroscado
A cada serpentina derramada
A cada abraço dançado
A cada beijo roubado

Eu Rio  a cada baseado bebido
A cada frevo esparramado
A cada cachaça suada
 A cada brincadeira de mão dada

Eu Vibro a cada fantasia colada
A cada cerveja animada
A cada marchinha bem gelada
A cada samba degustado

Eu deixo ir o velho amor perdido
E vou atrás do novo amor achado.

Apenas viro me viro mas eu mesma viro os olhinhos...



Quando eu cheguei e vi aqueles olhinhos baixos foi surpresa linda!
O menino do cabelo bagunçado empacotou meu coração e o jogou para a platéia como se fosse  confete e serpentina em dias de carnaval.
Era real,  de uma fragilidade de sonhos de segunda-feira, mas era real . Acontecia no mesmo momento a música, os confetes, eu, ele e os sentimentos , todos juntos e explícitos , no palco de ser sábado em vida.
Violão, lágrima, bebida,vertigem ,sorriso e acordeon - riso sanfonado-
Ele me entendia e eu sabia exatamente do que ele estava falando. Nas canções de apartamento a gente habitava o mesmo andar .

Ele então desceu para o térreo, e eu embriagada, parecia já estar no subsolo.
Lá embaixo parecia brincadeira de play-groud, disse que tinha sensibilidade feminina, e ele me compreendeu com o dom de como fosse mulher. Os olhinhos estavam perto de mim e eu abraçava em pensamento o menino little joy.

Lembro - me depois de fumaça, pouca coisa do mundo real.  Banheiros de balada, chão de banheiros, risos derretidos, a amiga.   Não conto o que aconteceu, e isso pouco interessa. Sei que o baile findou e  dentre as conversas de botas batidas ninguém o ganhou e  alguém o perdeu. 

Dessa vez, eu e ela voltamos em silêncio, olhos encharcados, mas com uma cumplicidade que não tem retorno,  nem volta,  nem revolta .