segunda-feira, 4 de março de 2013

Um mês ou trinta dias

Um mês é muita coisa, porra...
Em um mês ele vai dar a volta ao mundo, visitar os mais incríveis e ermos e paradisíacos lugares.
Pode ser que ache alguém, que ame alguém, que se apaixone e eu não vou poder fazer nada.
Ele vai ver coisas que eu nunca ví, fazer coisas que eu nunca fiz e eu... Não vou poder fazer nada.
Vai depender dele.

Mas, e quanto a mim?
O que eu vou fazer nesse mês?
 O que será então que eu posso fazer?

Em um mês eu posso ficar linda, absoluta!
Posso emagrecer quatro quilos! Posso ter o quarto mais bonito de todos! Posso passar naquela prova!
Pode ser  que ache alguém, que ame alguém, que me apaixone e ele não vai poder fazer nada.
Eu vou ver coisas que ele nunca viu, fazer coisas que ele nunca fez e ele... Não vai poder fazer nada.
Vai depender  de mim.

 Um mês é muito pouco, porra...

A noite serviu

A noite serviu para eu ver que meu corção  não bate por ele.
Que apesar dele me dar carinho, eu não sinto frio na barriga quando ele chega.
Que apesar de ele ser um cara legal,eu não suspiro quando penso nele.
Que apesar dele me respeitar, são outros olhos que me chamam a atenção.

A noite serviu para eu ver que apesar dele ser o cara ideal, não é para mim.
E que infelizmente( coração bandido) eu prefiro a ilusão de um amor platônico
À realidade acomodada de um porto seguro.

Não o amo e sei que continuar com essa história seria burrice.
Afinal, ja tentei outrora e ví que não vale a pena insistir numa relação em que não há paixão.
Não existe presente que se compre, piada que me divirta, sexo que finde em gozo se ,afinal,
 Não há amor.


domingo, 10 de fevereiro de 2013

Ode ao Carnaval



Eu nasço a cada confete enrroscado
A cada serpentina derramada
A cada abraço dançado
A cada beijo roubado

Eu Rio  a cada baseado bebido
A cada frevo esparramado
A cada cachaça suada
 A cada brincadeira de mão dada

Eu Vibro a cada fantasia colada
A cada cerveja animada
A cada marchinha bem gelada
A cada samba degustado

Eu deixo ir o velho amor perdido
E vou atrás do novo amor achado.

Apenas viro me viro mas eu mesma viro os olhinhos...



Quando eu cheguei e vi aqueles olhinhos baixos foi surpresa linda!
O menino do cabelo bagunçado empacotou meu coração e o jogou para a platéia como se fosse  confete e serpentina em dias de carnaval.
Era real,  de uma fragilidade de sonhos de segunda-feira, mas era real . Acontecia no mesmo momento a música, os confetes, eu, ele e os sentimentos , todos juntos e explícitos , no palco de ser sábado em vida.
Violão, lágrima, bebida,vertigem ,sorriso e acordeon - riso sanfonado-
Ele me entendia e eu sabia exatamente do que ele estava falando. Nas canções de apartamento a gente habitava o mesmo andar .

Ele então desceu para o térreo, e eu embriagada, parecia já estar no subsolo.
Lá embaixo parecia brincadeira de play-groud, disse que tinha sensibilidade feminina, e ele me compreendeu com o dom de como fosse mulher. Os olhinhos estavam perto de mim e eu abraçava em pensamento o menino little joy.

Lembro - me depois de fumaça, pouca coisa do mundo real.  Banheiros de balada, chão de banheiros, risos derretidos, a amiga.   Não conto o que aconteceu, e isso pouco interessa. Sei que o baile findou e  dentre as conversas de botas batidas ninguém o ganhou e  alguém o perdeu. 

Dessa vez, eu e ela voltamos em silêncio, olhos encharcados, mas com uma cumplicidade que não tem retorno,  nem volta,  nem revolta .

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Descobri quem eu sou !!!

"Os meus lugares favoritos são aqueles aonde qualquer coisa no pé além de uma havaianas já pode ser considerada fora de contexto; também nada me tira o prazer de, ao final do dia, hidratar os pés com aquele creme ma-ra-vi-lho-so que eu comprei em Paris ." FOSCARINI, 2012.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Pós- cirúrgico

A exatos três dias passei por uma intervenção cirúrgica de retirada do coração.  Isso mesmo, aquele restinho de coração que ainda havia nas entranhas da minha região toráxica centro- esquerda, foi finalmente dizimado.
O processo foi simples , durou um par de horas e gastou no máximo 20 ml de lágrimas. Eu,  já deitada na  mesa de cirurgia, sob o foco de luz fluorescente, disse : 
- Pode tirar tudo  seu doutor! Dessa vez não quero que fique nenhum pedacinho pra contar história! 
-E você tem certeza disso? Lembre- se que esse processo é irreversível.  
-Tenho! E não necessito de anestesia, quero ver tudo e testemunhar minha evolução para o seleto grupo dos "sem coração".
 E acatando meu pedido ele foi raspando, raspando até que o meu peito se tornasse um imenso vazio. O médico até se surpreendeu com meu desempenho  e me elogiou, dizendo que há tempos não operava um paciente tão tranquilo e determinado.
Eu sei, sou dessas fortes por demais.

sábado, 10 de novembro de 2012

Looking for

Quem procura, Acha.
Sempre foi assim e sempre vai ser, nada tão certeiro e atemporal.
Por mim, nenhum dos "Meus homens" teriam Passado.
Nenhum dos Meus homens teriam passado.
E tenho dito.