domingo, 10 de fevereiro de 2013

Ode ao Carnaval



Eu nasço a cada confete enrroscado
A cada serpentina derramada
A cada abraço dançado
A cada beijo roubado

Eu Rio  a cada baseado bebido
A cada frevo esparramado
A cada cachaça suada
 A cada brincadeira de mão dada

Eu Vibro a cada fantasia colada
A cada cerveja animada
A cada marchinha bem gelada
A cada samba degustado

Eu deixo ir o velho amor perdido
E vou atrás do novo amor achado.

Apenas viro me viro mas eu mesma viro os olhinhos...



Quando eu cheguei e vi aqueles olhinhos baixos foi surpresa linda!
O menino do cabelo bagunçado empacotou meu coração e o jogou para a platéia como se fosse  confete e serpentina em dias de carnaval.
Era real,  de uma fragilidade de sonhos de segunda-feira, mas era real . Acontecia no mesmo momento a música, os confetes, eu, ele e os sentimentos , todos juntos e explícitos , no palco de ser sábado em vida.
Violão, lágrima, bebida,vertigem ,sorriso e acordeon - riso sanfonado-
Ele me entendia e eu sabia exatamente do que ele estava falando. Nas canções de apartamento a gente habitava o mesmo andar .

Ele então desceu para o térreo, e eu embriagada, parecia já estar no subsolo.
Lá embaixo parecia brincadeira de play-groud, disse que tinha sensibilidade feminina, e ele me compreendeu com o dom de como fosse mulher. Os olhinhos estavam perto de mim e eu abraçava em pensamento o menino little joy.

Lembro - me depois de fumaça, pouca coisa do mundo real.  Banheiros de balada, chão de banheiros, risos derretidos, a amiga.   Não conto o que aconteceu, e isso pouco interessa. Sei que o baile findou e  dentre as conversas de botas batidas ninguém o ganhou e  alguém o perdeu. 

Dessa vez, eu e ela voltamos em silêncio, olhos encharcados, mas com uma cumplicidade que não tem retorno,  nem volta,  nem revolta .

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Descobri quem eu sou !!!

"Os meus lugares favoritos são aqueles aonde qualquer coisa no pé além de uma havaianas já pode ser considerada fora de contexto; também nada me tira o prazer de, ao final do dia, hidratar os pés com aquele creme ma-ra-vi-lho-so que eu comprei em Paris ." FOSCARINI, 2012.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Pós- cirúrgico

A exatos três dias passei por uma intervenção cirúrgica de retirada do coração.  Isso mesmo, aquele restinho de coração que ainda havia nas entranhas da minha região toráxica centro- esquerda, foi finalmente dizimado.
O processo foi simples , durou um par de horas e gastou no máximo 20 ml de lágrimas. Eu,  já deitada na  mesa de cirurgia, sob o foco de luz fluorescente, disse : 
- Pode tirar tudo  seu doutor! Dessa vez não quero que fique nenhum pedacinho pra contar história! 
-E você tem certeza disso? Lembre- se que esse processo é irreversível.  
-Tenho! E não necessito de anestesia, quero ver tudo e testemunhar minha evolução para o seleto grupo dos "sem coração".
 E acatando meu pedido ele foi raspando, raspando até que o meu peito se tornasse um imenso vazio. O médico até se surpreendeu com meu desempenho  e me elogiou, dizendo que há tempos não operava um paciente tão tranquilo e determinado.
Eu sei, sou dessas fortes por demais.

sábado, 10 de novembro de 2012

Looking for

Quem procura, Acha.
Sempre foi assim e sempre vai ser, nada tão certeiro e atemporal.
Por mim, nenhum dos "Meus homens" teriam Passado.
Nenhum dos Meus homens teriam passado.
E tenho dito.

sábado, 20 de outubro de 2012

Nem perdão nem porque


 O meu desejo é que tu role do morro e morra
O meu desejo é balançar nessa gangorra do bem do mal
Que esse sangue todo escorra
E vá jorrando ao meu bél prazer
Que tu se fure no prego
Dos dois olhin fique cego
Because ousa me fazer sofrer
Divida mais uma dose de vida nada mais goze
Because ousa me fazer sofrer

O meu desejo é que rasteje de paixão
Me implorando por um pouco de carinho
Vou maltratando torturando o coração
E se humilhando vai descendo até o chão
Que tu se fure no prego 
Dos dois olhin fique cego
Because ousa me fazer sofrer
Divida mais uma dose de vida nada mais goze
Because ousa me fazer sofrer

Because você não percebe a nobreza do meu grande amor
Because você se atreve a querer questionar meu valor
Because você só me causa fúria injuria e dor
Because assim não dá pé
Não tem nem perdão nem porque.


*musica do João Guarizo adaptada ao meu fiasco sentimental


O meu desejo é que tu sofra de gangrena

O meu desejo é te ver lá no Datena , matando alguém
Que fique preso a vida inteira
E na prisão façam mulher de ti.
Que tenha tique, cirrose, em todos dedos micose
Because ousa me fazer sofrer
Divida mais uma dose e morra de overdose
Because ousa me fazer sofrer

*e leandro léo pra endossar

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Só, eu fui.

Fugida,
eu fui pra Italia.
Descançar
Estudar
Ter rotina
Tomar sorvete
Escutar concertos
Usar shorts
Degustar, beber vinho branco, deliciar
Comprar moda, tomar sol
Andar, aprender, contemplar.
Fiquei com saudades
e voltei fugindo de lá.